MORTES EM PRESÍDIOS DO NORTE TÊM ORDENS DE LIDERES DE FACÇÕES DO SUDESTE DO PAÍS

Após o conflito armado que resultou na morte de 33 presos nas penitenciárias de Rondônia e Roraima no norte do país, ramificação de facções criminosas com sede no sudeste invadiu na noite de ontem o presídio de Rio Branco, no Acre.

Por: News Rondônia
20/10/2016 10:06

Após o conflito armado que resultou na morte de 33 presos nas penitenciárias de Rondônia e Roraima no norte do país, ramificação de facções criminosas com sede no sudeste invadiu na noite de ontem o presídio de Rio Branco, no Acre. Era por volta das nove horas da noite (onze horas no horário de Brasília) quando homens fortemente armados invadiram a Unidade Prisional (up4) em Rio Branco, também chamada de ‘papudinha’. Já no interior da unidade os bandidos começaram a atirar na direção das celas onde estavam presos de uma facção rival. Encurralados, agentes penitenciários e detentos se refugiaram nas celas. Policiais do batalhão de operações especiais cercaram o local com o bando ainda dentro do presídio. A partir dai tiros foram ouvidos intensamente. Somente duas horas após a invasão é que a polícia conseguiu controlar a situação e prender alguns suspeitos. No atentado a unidade prisional de rio branco não houve mortos. Somadas as 25 mortes ocorridas na rebelião no domingo na penitenciária monte cristo em Boa Vista Roraima, além das 8 mortes aqui em Porto Velho no presídio Ênio pinheiro e os cinco homicídios registrados em Rio Branco em menos de 48 horas já são 38 o número assassinatos. Os casos podem estar ligados a mando de lideres das facções criminosas com sede no sudeste do país. O secretário de Estado da Segurança do Acre, Emilson Farias acusa o grupo Comando Vermelho. “O comando vermelho passou uma ordem para poder fortalecer seu ‘comando’ em sete federações do Brasil. O que deixa claro que o grupo andava perdendo espaço. Com isso é claro que os grupos regionais se insurgiram. Cerca de 99% dos crimes relacionados a conflitos nas prisões em Rio Branco estão relacionadas a disputa do território de drogas pelo poder paralelo”, declaram o secretário. Fonte: NewsRondônia



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